3 aprendizados sobre saúde mental na volta ao trabalho presencial
por Leslie Alexander, Diretora Clínica
1. Controle excessivo gera ansiedade, não produtividade
A tentativa de medir a produtividade exclusivamente pelo tempo à mesa ou pelo controle rígido de horários costuma elevar o nível de estresse e fragilizar a confiança mútua.
Quando os colaboradores sentem que estão sob vigilância constante, a atenção se desloca da qualidade do trabalho para a necessidade de demonstrar presença contínua, favorecendo o esgotamento.
Ponto de atenção
Substituir o microgerenciamento por combinados claros de entregas e flexibilidade responsável fortalece a segurança psicológica da equipe.

2. Acolher novos colaboradores em períodos de mudança
Momentos de transição física e estrutural amplificam as inseguranças de quem acabou de chegar à organização.
Sem um processo de integração cuidadoso e atento às relações interpessoais, profissionais recém-chegados enfrentam sobrecarga emocional precoce ao tentar decifrar a cultura interna sozinhos.
O acompanhamento próximo das lideranças nas primeiras semanas é indispensável para prevenir a ansiedade de adaptação e construir vínculos de confiança.

3. O ambiente físico e as pausas necessárias
O convívio presencial estimula trocas espontâneas e fortalece os vínculos, mas também expõe os profissionais a interrupções frequentes e estímulos constantes.
Incentivar pausas reais para descompressão e garantir momentos de concentração protegida são práticas simples que preservam a energia e o bem-estar mental ao longo do expediente.
